Rebeca Tupinambá, durante as gravações do filme
Rebeca Tupinambá, durante as gravações do filme Imagem: Coletivo Apoena

“Boa parte do país ainda não entendeu que conversar com quem pensa diferente não é disputar quem tem razão, mas escutar de verdade e reconhecer o que há de humano no outro”, pondera Vivi. A cineasta acredita que falta ao campo progressista entender que é preciso disputar os sentidos e as sensações. Ou como nomeia o pesquisador Paolo Demuru, o encantamento. E não apenas a razão, a racionalidade.

“Diálogo não se constrói apenas com dados ou argumentos racionais”, Vivi defende, “mas com afeto, fé e reconhecimento dos saberes que movem as pessoas”. O filme pode ser assistido on line e ele só veio ao mundo porque uma organização social, a Fundação Tide Setubal, acredita no poder das histórias contadas de dentro pra dentro dos Brasis.

A fé e as urgências climáticas

“O ponto de partida do nosso filme”, detalha Vivi, “foi refletir sobre como a fé pode inspirar as pessoas a cuidar do clima e da natureza. Não queríamos falar apenas de fé religiosa, mas dessa dimensão que nasce do olhar atento para a vida ao nosso redor. Para todas as formas de ela se manifestar no mundo”.

É bem difícil traduzir termos que, muitas vezes, nem nasceram por aqui e que tem pouco ou nenhum paralelo na cultura brasileira. Do mesmo jeito, por mais que boa parte do país já sinta na prática efeitos do colapso climático e da falta das decisões certas das lideranças políticas para impedi-lo, ligar causa e consequência, ligar os pontos, exige tempo e diálogo. Duas coisas que parecem estar em falta nos dias atuais.

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