Um dos influenciadores se refere à namorada como sua “lava-louças”. Outro diz que, num relacionamento, uma mulher não pode decidir quando vai fazer sexo. Dois deles defendem a “monogamia unilateral”, em que apenas eles podem se relacionar com outras pessoas.

Mais de uma vez, eles admitem dizer coisas polêmicas para ganhar dinheiro. Os influenciadores entrevistados têm parcerias com empresas de apostas e promovem aplicativos que prometem multiplicar dinheiro com investimentos — independentemente de o seguidor perder ou ganhar, eles recebem uma parcela do dinheiro investido. Louis Theroux chega a investir 500 libras (cerca de R$ 3.500) para testar a plataforma, e perde o dinheiro.

Louis Theroux entrevista o influenciador redpill Nico Balinthazy no documentário 'Por Dentro da Machosfera'
Louis Theroux entrevista o influenciador redpill Nico Balinthazy no documentário ‘Por Dentro da Machosfera’ Imagem: Divulgação/Netflix

Ao assistirem às próprias falas mais controversas, eles afirmam que estavam apenas buscando engajamento. Após uma fala homofóbica, o documentarista questiona se os valores do influenciador vieram de sua mãe, e ele nega: “Ela ficaria decepcionada por eu ter falado isso. Ela odeia racismo, homofobia, sexismo. Isso da mulher limpar e tal. Eu não diria isso perto dela. Eu levaria um tapa”.

O documentário também expõe falas antissemitas. Todos os influenciadores entrevistados tiveram falas culpando “os judeus” pela “matrix” — o sistema que, segundo eles, controla o mundo e “não quer ver homens empoderados”.

Dois dos quatro influenciadores se envolveram com política. Um deles exibe fotos ao lado de Donald Trump na mansão do presidente em Mar-a-Lago (Flórida, EUA). Outro posta vídeos provocando brigas em protestos de esquerda.

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